14 de julho de 2008

fatos e construções

Há a polidez, que deveria ser regida por bom-senso mas acaba tornando-se um conjunto objetivo de regras. Há consequências, mas, por culpa da construção moralista, somos ensinados a acreditar que consequências inventadas são como as reais, inevitáveis. Há em todos, em certo nível, uma crença de que Deus distribui uma certa quantidade de pontos em certos atributos definidos, e portanto aquele muito bonito não deve ser muito inteligente, e vice-versa, ou aquele muito bonito e inteligente não deve ter muita habilidade social. O que falta é capacidade (ou humildade) de enxergar a vida e a existência pelo lado de fora, e vê-las como fenômeno, simples fenômeno. Sem objetivo, sem origem, sem final, nem moral: fenômeno apenas. Não há o bom ou o mau, nem uma escala de bondade - não há coisa assim nem para os atos humanos, que o diga para pessoas! Conceitos morais são conceitos que relacionam-se apenas em nível de linguagem, mas não possuem em si uma verdadeira manifestação.

Como se deve viver então, numa existência em que não há objetivo, vivendo num conceito de vida como apenas fenômeno? Seja como for, uma ação nunca extrapolará o ordinário, nunca deixará de fazer parte do fenômeno da existência. Esta é a expressão máxima da liberdade, o limite de tudo não é moral, é o fenômeno.

1 comentários:

Lukinha disse...

quanta vida, hein? fenomeno, acontecimento, ser, ai, estou criando tanto aiaiai uiuiui, perdi meu cd de play 2. vai se foder.